Euterpe e a lira.

Compondo Pássaros & Silêncios...

3df1a-black-and-white-shadow-photography-emilio-jimenez-4-576bc8e24a2dd__700 Emilio Jimenez

Que posso eu fazer senão escutar
o coração inseguro dos pássaros,
encostar a face ao rosto lunar dos bêbados
e perguntar o que aconteceu.

[Eugénio de Andrade]

O teu amor por mim
era o que de mais sólido
eu bebia de teu corpo.

Teus ossos eram brandos
e faziam um ruído macio
ao tocarem os meus.

O pulsar do teu coração
era líquido e soava como cachoeira
em dias de sol.

A tua pele se movia devagar,
para se encaixar de forma magistral
ao meu corpo.

Era como uma moldura morna
abraçando a paisagem que,
aos teus olhos de abismo,
era a mais perfeita de todas.

Sorvia de tua boca
os sorrisos mais límpidos,
como promessas que se selam
sem intenção alguma.

Eu sorria também
de uma felicidade nunca antes sentida.
Era tão natural te amar assim.
Era fácil até.

Deste-me os teus sonhos e com eles
fizeste…

Ver o post original 99 mais palavras

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s