Carta

A Carta. O Amor. Domínio absoluto da expressão.

4 comentários sobre “Carta

  1. Ficou bem pra ti, vestiu sem te deixar sem personalidade. Falo do trecho “Quero que atribuas a mim todos os significados que me cabem e também os que me faltam”, que me incomodou. Mas é coisa minha. Não suporto que me atribuam. Não deixo que me suponham.

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    1. Mas quem poderia Mariel? Tua força está no indecifrável. Não sendo, creio, eu ou você os destinatários desta belíssima Carta (a expressão pungente me fez trazê-la para cá) e ainda que algumas impressões não me sejam desconhecidas (eis aí a qualidade excepcional do texto, tocar leitores aleatórios), quem pode, de verdade, saber que dores nos levam aos desatinos do Amor? Na tua impenetrabilidade mora um tanto da admiração que tenho por ti. E um tanto da minha enorme frustração. Talvez por isso o trecho não me incomode. Me felicita poder compreender. E quando não acontece – por minha incapacidade ou escolha do outro – me afasto. Saber é vital para mim. E no Amor, não saber é não amar. Gosto muito, bem sabes, quando tua invulnerabilidade aporta por aqui. Mas ela é também um obstáculo que não tenho força para transpor. E aqui, sou eu mesma que me atribuo e suponho incapacidades e fraquezas. Belíssima peça, hum? Obrigada por me visitar.  Fico devendo um café. Ou um mate?

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  2. Não te visito, Anna. Caminho junto. E ainda que olhe uma cena qualquer num mesmo instante, serão dois olhares distintos, alternativos, vendo o que lhes cabe ou que é possível. Vamos vivendo, acho que é assim que se diz, não sei se é assim que se faz. O que sei é que às vezes tu te arriscas e vai além da paisagem e faz da minha invulnerabilidade o teu melhor disfarce e a minha melhor compreensão, hum? Não sei de ti. Pra mim, é bom.

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    1. Eu tento, de verdade, ser uma pessoa melhor a cada dia. Esse é um conceito elástico e relativo, eu sei… Mas, mesmo que do meu jeito, tento. Não machucar, não prejudicar, não transigir no que é inegociável…

      Quando abro os olhos vinda do sono, digo: “Deus, obrigada por mais um dia. Por poder tentar mais uma vez.” E lá pelo meio da manhã, “Por que tem que ser tão difícil?”.

      Entende? A gratidão é absoluta. Mas onde está o que me preenche? Estou aqui, mas o vazio não desaparece. Quem o colocou no meu peito? Não pedi por ele. Serei eu, também, uma pá a escavar buracos sem fundo e sem fim? Quando pedi isso? Nunca. Me perfura a alma. Quero que seja bom. Mas é uma sede que não passa.

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