Cheiro de terra molhada

Desde sempre, esse aroma. Chovia em 2014. Como eternizar as palavras?

Mariel Fernandes

colunaComeça do nada, o tempo seco, a terra inerte e cheia de pó. Primeiro, a brisa chega (leve, dançante e alegre, como as almas amantes). Em seguida, acontece um encontro inexplicável. É a saudade, até então exilada no céu, que se lança ao chão que só conhecia -até ali- o pó e nisso acreditava. O que ocorre é o encontro dos contrários, libertando o silêncio da escravidão das palavras. É um momento oceânico, gota a gota. Uma conversa entre a vida e seus extremos. Acontece naquele momento em que a chuva ainda não começou, mas já é chuva. Ocorre na precisa hora em que a terra recebe um líquido inesperado e agradece, num sorriso só aberto aos atentos de todos os sentidos. Quando a água toca a terra, nasce algo que é a soma das duas. É uma canção, um presente, a calma vestida de urgente, o eterno do amor…

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10 comentários sobre “Cheiro de terra molhada

  1. É bem assim mesmo querida Anna, nesse encontro de vida de música de toques e cheiros nasce um amor verdadeiro que somente o encontro pode realizar, a isso existe um nome, algo bem simples bem vivo, chamado de vida. Beijos! ❤

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      1. Mariel tem palavras encantadoras e fotografias supremas…
        Vale a pena buscá-lo ( isso é, sr já não o tem) no Instagram e Facebook…
        Grata eu pela visita. Minha casa, seu lugar. Abraço…

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