A sombra da hora

Ponham suas lentes verdes, azuis, pretas ou marrons – minhas preferidas. Pois aí vem!!!!

Preciso confessar: fui inspirada a registrar estas impressões por uma escritora portentosa. Foi ela tocar no(s) assunto(s), e eu, atrevida que ando, me animei a fazer um post um pouquinho mais “alegre”.  É, eu sei. Não é mesmo a minha praia, desculpem o pouco jeito. Mas a vontade de trazer cores e um pouco de Luz até aqui foi mais forte do que minha sempre massacrante escravidão ao pertinente e ao “mais próximo do perfeito que eu seja capaz”. Aos leitores eventuais, saibam: os que me conhecem estão agora sorrindo depois de lerem este parágrafo, incrédulos.

Mas vamos lá!

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A Luz ofusca. O Sol cega. Esses são bons argumentos.

Quem, sob esta canícula, não buscaria o frescor da sombra? Se uma brisa puder nos confortar, tanto melhor.

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Tanta claridade cansa. Muito amarelo, esta cor tão difícil. Minha preferida, mas concedo, difícil – não aceita nuances com facilidade, não combina com qualquer pele, armadilha para ruivas e loiras – exceções há, vejam lá ao final  – e é sempre árduo encontrar o tom. Canário, gema, pálido, rajado de vermelho, de azul, de branco… Ainda assim, nada há como um vestido amarelo; e se florido tanto mais solar e mais bonito.

Acabo de me dar conta de que não tenho um… Outro dia me deparei com um tão maravilhoso num blog que visito que me aguçou a cobiça!    🙂  Quem sabe um presente de Natal para mim mesma?

E quando nele bate aquela brisa, é quase como um poema sob o Sol.

Vestidos amarelos: filmes e música… Sensacional!!  Deixarei um mimo para vocês no final.

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Creio que é isso: amarelo, solar, luz.

Beirando o quartil – tomara – derradeiro ando cansada também.

Agora mesmo, mudanças, mudanças … Ando ansiosa por uma rede, brisa marinha, água, água e água. A Matemática do Universo está longe de me proporcionar o sol nas ancas que gostaria de usufruir agora. Menos ainda essa sombra que refresca, que nos deixa ver nítida toda a beleza do mundo, sem precisarmos franzir a testa, sem esforçarmo-nos por perceber as nuances, sem termos que escavucar muito. Ah, Sísifo…

amarelo

A sombra, qual a lente marrom de um bom par de óculos escuros, é o presente que a Vida nos dá quando merecemos. Quando não – e, lamento, carrego débitos inquestionáveis – é queimar a pele, carregar os fardos sob seu inclemente desprezo e o mais das vezes, verter as lágrimas sob o Sol Inclemente e sob as Demandas da Luz. O recado é claro: sombra – e aquela brisa com que sonho – é para quem a conquistou.

Ah, mas há também “aquela” Sombra!  Sim, há!!  Encontrem-na aqui: O Efeito Sombra

Esta ainda me acompanha; e o fará certamente por muito tempo!  Para os já iluminados, a sombra da hora. Para os devedores, a Sombra, “aquela”.

Aos afortunados, a beleza e toda a leveza da Acácia Amarela. Símbolo já nas Escrituras, essas belas gotas douradas carregam significados múltiplos: sublimes e prosaicos. A depender do olhar de cada um.

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Vejam lá se, com uma mulher desta beleza, não é encantador!!  Os, e as, demais também são.

https://designinnova.blogspot.com.br/2013/01/os-25-vestidos-inesqueciveis-do-cinema.html

Aqui, um tanto mais cool. Bela lembrança!!

Ufa!  🙂  

~~~~~~\~~~~~~

Em dezembro de 2016, me concedi. Como mencionei no Ig, mereci cada pedacinho. 

Uma visita hoje me fez voltar ao blog, então aproveito para deixar aqui o meu mimo. O interessante é que a caminho do trabalho hoje passei por um ainda mais bonito. Ando ávida por afagos. Vamos ver…  🙂

Olhem só!

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3 comentários sobre “A sombra da hora

  1. Engraçado isso. Tua postagem com amarelos diversos. Ora veja, me lembrou um outro cidadão aí, um Francis Ponge, que escreveu todo um poemário sobres as mimosas, as flores. É preciso muita verve e coragem para se dedicar pensamentos a uma cor ou a uma flor. E você o fez, pois não? Ah sim, ainda estou falando do amarelo e de Ponge e de você e também sobre as mimosas, tão amarelas. Um Abraço solar.

    Curtido por 1 pessoa

    1. É como eu disse: a leveza não é muito a minha praia… Gosto de amarelo. Estava um tanto “picada” no dia em que escrevi; minha irritação tinha a ver com cores, com arranjos e suposições. Não sou boa com a ironia – que considero uma arte – então tive que partir para o “compêndio”. 🙂 Não considero um post bom (na verdade nunca os considero assim), mas ele fluiu sem muito esforço. Àquele tempo eu ainda conseguia escrever com alguma fluência. Hoje, emudecida, teria sido mais difícil.
      Obrigada pelo comentário.

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