Ciclone Mágico

E então a menina se perdeu.  Foi levada. Pega pelo ciclone.

Iniciada a jornada: encontros, encontros, encontros!!!

A dor de crescer e a maravilha da descoberta. O doce sabor das afinidades, a aspereza da (in)diferença, o encantamento com as paisagens e com os espelhos.

Mineral, vegetal e animal. Tantas veredas, tantas vidas. Toques, retoques. Caminhar, compartir, repartir.

Companhia e estranhamento.

Coração, saber, coragem. Ah, tudo tão sedutor. Tão colorido. Mas, e a saudade de casa?  Voltar, voltar, voltar crescida talvez?

Talentos escondidos, (ir)reconhecidos, (in)suspeitos. Desalento.

Coração, saber, coragem. Tudo lá, em todos e por todos.  E na menina, todo aquele amor, o doce enlevo da adoração e a precisão do retorno.

Eis que o Mágico não usou de condão, de capa, de cartas ou cartolas. Mago, também não usou do caldeirão e do cajado. Bastou o olhar perspicaz e lá estavam a coragem, o coração e o saber, tão óbvios e tão escondidos sob o véu da dúvida, do desamor, da descrença. E havia aquela menina em busca do caminho de casa.

Talentos em profusão. Encantos. Sedução. Repito, repito, repito.

E o ciclone em seu caminho de volta, colhe a flor e a leva de volta às páginas do livro. Para que amasse, amarele, feneça.

Liberta.

A menina já não vive; voltou para casa e agora seca.

oz