Aboio: venham meus poetas, venham

A Lira das Gerais!

Poesias de Mãos que Sentem

Gosto de beijar a boca de versos

gosto de acariciar docemente os lábios dos poetas

gosto de saber que são música

aos meus ouvidos

aos meus olhos

ao meu corpo inteiro.

“ABOIO”
Odonir Oliveira

Falo ou calo?
espero ou me atrevo?

Venham em meu socorro,
meus deuses e semideuses,
meu Drummond, meu Pessoa, meu Manoel ,
me deem a mão Cora, Adélia e Cecília,
venham, por favor, Guimarães, Clarice e Graciliano.

Falo ou calo?
espero ou me atrevo?
Acudam, com sua lira e sua fabulação, todos os meus magos, acudam.

Calcem-me suas botas de galgar píncaros, de beber mel e fel
Emprestem-me engenho e arte de Camões e Homero.
Corram, que meu tempo expira e ainda tenho que ir.
Corram, emprestem-me suas botas.

Canal: Odonir Oliveira

Momentos há – dias, semanas, meses, anos – em que as mãos que sentem ficam mudas. Mas não, surdas. Então elas bebem vinho de…

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