A M O R

 

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Até que ponto eu te amo?

Até que ponto eu te amo? deixe-me dizer.
Eu te amo até a profundidade  e a amplidão e as alturas
Que a minha alma consegue alcançar, quando sente o inatingível
O objetivo de Ser a Graça Ideal.
Eu te amo no nível
Da mais tranquila necessidade de todos os dias,
Sob o sol ou à luz de velas,
Eu te amo livremente, como os homens se esforçam pelo que é Correto;
Eu te amo puramente, como eles que não buscam Aprovação.
Eu te amo com a mesma paixão
Dos desgostos da velhice, e da crença da infância.
Eu te amo com o amor que eu parecia perder
com meus santos esquecidos – eu te amo com o fôlego,
Sorrisos, lágrimas, de toda a minha vida! – e, se Deus o permitir,
Eu te amarei ainda mais depois da morte.

Elizabeth Barrett Browning, poetisa inglesa e esposa do poeta Robert Browning, tinha como tema de seus poemas os interesses humanitários, seus sentimentos religiosos não ortodoxos, sua afeição pelo país adotado, a Itália, e seu amor pelo marido.

Exerto de “Amor Romântico”; Dyer,Wayne W., in Muitos mestres: sabedoria de diferentes épocas para a vida diária. Em 2005, pág.143.

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How Do I Love Thee?

How Do I Love Thee? (Sonnet 43)
Elizabeth Barrett Browning, 1806 – 1861

How do I love thee? Let me count the ways.
I love thee to the depth and breadth and height
My soul can reach, when feeling out of sight
For the ends of being and ideal grace.
I love thee to the level of every day’s
Most quiet need, by sun and candle-light.
I love thee freely, as men strive for right.
I love thee purely, as they turn from praise.
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith.
I love thee with a love I seemed to lose
With my lost saints. I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life; and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

♡♡♡♡♡♡♡

DT1854

Elizabeth Barrett Browning é a autora deste que é considerado por muitos como o mais belo poema de amor em língua inglesa: “How do I love thee?”.

Foi a mais velha de 12 irmãos, educados em casa confortável e por pai autoritário que proibiu os filhos de casarem-se e que deserdou os que ousaram.

Tinha saúde débil e inteligência precoce. Escreveu aos 11 anos o seu primeiro livro de poemas: A Batalha de Maratona. Falava várias línguas, tendo traduzido clássicos do grego antigo.

Combateu injustiças sociais através de suas obras: a escravatura (The Runaway Slave at Pilgrim’s Point – 1849), o trabalho infantil (The Cry of Children), a opressão das mulheres (Aurora Leigh). Também escreveu sobre a unificação da Itália (As Janelas da Casa Guidi).

O encontro com o também poeta Robert Browning, seu marido, seis anos mais novo e admirador da sua obra, é uma bela história de amor. Os dois estiveram unidos no amor pela poesia ainda antes de se conhecerem. Em 1844, Elizabeth publicou “Poems”, já um 2o. volume de poesias românticas. Em janeiro de 1845 recebeu uma carta de Robert que dizia: “Amo seus versos de todo o coração, querida senhorita Barrett. Amo realmente estes livros com todo o meu coração – e também a amo.”

Encontraram-se no verão e se casaram secretamente, no ano seguinte, pois seu pai de nada sabia. Mudaram-se para a Itália, Florença, e sua saúde apresentou melhora significativa. Foram 15 anos de um casamento feliz, do qual nasceu-lhes um filho que mais tarde seria pintor.

Em 1845 começou a escrever uma série de poemas – publicados em 1850 – em que relatou a sua própria história de amor. Deu-lhes o título de Sonnets from the Portuguese . Elizabeth gostava imensamente de Camões e seu marido a tratava carinhosamente por “my little portuguese”, devido a sua morenice; supõe-se ser esta a origem da titulação.

Sua obra mais importante foi “Aurora Leigh” (1857), extenso poema narrativo (9 volumes) em versos brancos, dedicado a seu primo e amigo John Kenyon; uma visão pessoal da Vida e da Arte.

Aos 29 de Junho de 1861, resultado de uma gradativa piora em seu estado de saúde, morreu calmamente nos braços do marido, enquanto este tentava alimentá-la.

É considerada a maior poetisa inglesa, estando suas obras impregnadas de ternura e delicadeza além de grande força moral e intelectual.

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https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sonetos_Portugueses

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Barrett_Browning

https://m.poets.org/poetsorg/poet/elizabeth-barrett-browning

http://orkut.google.com/c20940754-t7b11e522ef583df.html

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Verso_branco

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