Seresta

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DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
— Eu faço versos como quem morre.

© MANUEL BANDEIRA
In A cinza das horas, 1917

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http://www.last.fm/pt/music/Terra+Sonora/+wiki

http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=8374&poeta_id=291

Imagens: Internet
Vídeo: YouTube

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