Camarada

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Árvore da Felicidade

Da extinta série: o significado das palavras

Companheiro(a).

s.m. Aquele que participa da vida ou das ocupações de outrem; colega, camarada: companheiro de trabalho, de jogos, de estudos. Fam. Esposo.

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Ah, e o que digo eu da pessoa que nos acompanha? Bem mais. Este post é uma impossibilidade. Não cabe aqui.

Há aquela acepção do latim: “cum panis”; pessoa com quem dividimos o pão. Em quem confiamos para dividir a mesa, os pensamentos, as dúvidas e as dores.

Mas é tão mais! Pessoa em cujo colo nos sentamos, em cujo peito encostamos a cabeça e que, com suas mãos, enxuga as lágrimas que vertemos. E nos fazem viver na alma a gratidão.

Que sabe a dor que sentimos numa rusga,  que sabe como o cravo nos rasga a carne – que barulho faz e o quanto arde – e que faria qualquer coisa para estar em nosso lugar, para nos livrar da dor, para nos escudar do mal. E nos livra, nos escuda, nos protege.

O Ser que nos diverte, conforta, admoesta, fala, ouve, protege, aconselha, carrega, atinge, atura e alimenta, nas horas alegres ou tristes, na vigília e no sono, durante e depois de nossa etérea vida. Antes também.

Aquele(a) que nos serve primeiro, escuta primeiro, afaga primeiro. Que nos elogia antes de nos apresentar sua queixa. Que nos alivia o fardo, que nos compreende. Aquele para quem nossa existência tem significado. O significado.

O Companheiro(a) segura em nossa mão, pousa seus olhos em nós e diz: não chora. E diz: não faça, não vá aí. Não. Não. Não. E quando vamos, e choramos, e nos ralamos, se enfurece. E nos acolhe. E nos aquece. E nos incendeia.

É nosso acordo tácito, nosso compromisso matinal, crepuscular e noturno. Nosso dia. A muralha a nos suportar quando precisamos de encosto e sombra. É o unguento a aliviar e o veneno a nos imunizar e educar o paladar. O braço e a espada a nos defender, ainda que sequer suspeitemos do perigo. É amor etéreo, sólido, bruto, lapidado, amarelo, agridoce – são tantos os matizes, sabores, texturas – a percorrer conosco o Caminho. A nos entregar gardênias e a perfumar com jasmim e benjoim nossas fronhas e nossos sonhos.

É aquele(a) que nos dá a alegria de rirmos à larga; de sentirmos o calor da proteção, a morna sensação de segurança, a incalculável e tão ansiada alegria do retorno. É a quem dedicamos nosso afeto.

Partilhar o pão: não há palavras para este compromisso tão íntimo e profundo. Para esta alegria insuspeita a nos rondar os caminhos e pela qual, às vezes, passamos sem nos darmos conta.

Já sabes quem é o teu/tua? Quem tem segurado em tua mão e tem te acompanhado pelos caminhos, conversado sobre o sombrio futuro, atenuado teus medos e tua solidão? Quem tem enxugado, ou provocado, tuas lágrimas? Quem está em teu pensamento quando o dia se inicia? Bingo!!  Estas são as minhas pistas… Quais as tuas?

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Envie Cartas e Flores para teu/tua companheiro(a). Hoje! Talvez não haja outra oportunidade.

http://www.dicio.com.br/companheiro/

Vídeo:

Oh mon grand camarade rempli de gentillesse

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